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A EBS Tomás de Borba é uma unidade orgânica que inclui dez escolas, nove das quais dedicadas à educação pré-escolar e 1º ciclo e uma escola sede que, num mesmo edifício, abrange todo o ensino regular, da educação pré-escolar ao 12º ano, e que inclui ainda percursos de recuperação de escolaridade, cursos vocacionais e profissionais e ainda um conservatório regional. A tipologia e qualidade dos diferentes espaços é significativamente diferente, destacando-se a modernidade da escola sede, enquanto as restantes escolas, de menores dimensões funcionam em edifícios mais antigos. No entanto, todos os espaços escolares dispõem de recursos tecnológicos adequados às suas necessidades e à flexibilização das estratégias educativas.

Destacamos dois traços distintivos e marcantes que determinam as necessidades de desenvolvimento qualitativo da escola: por um lado a notável abrangência da EBSTB ao nível dos percursos de escolaridade, por outro lado o seu estatuto ilhéu. A primeira característica significa a coexistência de diferentes níveis/ciclos/tipos de escolarização e a necessidade de um corpo docente e técnico alargado, vocacionado para o trabalho com diferentes faixas etárias e com uma preparação científica-pedagógica bastante diferenciada. Esta realidade exige grande flexibilidade dos órgãos de gestão, eficácia das estruturas intermédias e um esforço de articulação vertical da organização. A segunda particularidade da escola decorre da sua condição insular. Situada na ilha Terceira, na Região Autónoma dos Açores, a escola assume o seu estatuto de ultraperiferia e pretende usar essa posição, que à partida lhe coloca um conjunto de obstáculos difíceis de transpor, para alavancar a qualidade do seu ensino, elevar a competência científica e pedagógica do seu corpo docente e garantir o sucesso educativo dos seus alunos.

É premente que a escola tenha condições para garantir a escolarização de todos os alunos, independentemente das suas condições de partida, determinadas em grande parte pelos meios de proveniência: zonas solidamente estruturadas contrastando com zonas problemáticas, em termos económicos e sociais. Para a concretização deste desígnio apostamos na formação continuada, no sentido de encontrar soluções para os desafios diários, numa premissa de combate à insularidade geográfica, de abertura ao exterior e de internacionalização.Só um plano de desenvolvimento com uma vertente internacional permite caucionar a melhoria da qualidade do desempenho docente e técnico, potenciando práticas de cooperação, disseminadas e transpostas para os diferentes contextos educativos. Assim, as necessidades da escola em termos de desenvolvimento qualitativo e de internacionalização apontam para o desenvolvimento de três áreas de competências:

1. Competências de gestão e organização. Pretende-se construir/reforçar a capacidade de gestão das chefias intermédias e de topo, tornando-as pedagogicamente fortes, orientadas e autónomas. Em consonância com as políticas educativas, aposta-se na mobilização de competências capazes de responder aos desafios quer da comunidade circundante quer de uma sociedade globalizada, para garantir o sucesso escolar do público estudantil. O desenvolvimento de competências de organização de projetos, de gestão de equipas e de tempo dotará os implicados de ferramentas facilitadoras de administração, com impacto na eficácia e eficiência dos recursos, sendo expectável que este investimento seja refletido positivamente nos resultados internos/externos da escola;

2. Competências científicas e pedagógicas. Pretende-se reforçar o perfil profissional dos docentes dotando-os de competências que lhes permitam implementar um projeto global de escola que motive os alunos, independentemente do seu percurso escolar, para a conclusão com sucesso dos diferentes ciclos de ensino, com vista ao cumprimento da escolaridade obrigatória e à construção das aprendizagens, tanto no domínio científico das diferentes áreas de competências, como no domínio dos princípios e valores de base humanista e inclusiva. Estas competências pretendem potenciar as condições existentes para que o aluno reconheça a Europa e o mundo como uma possibilidade na sua formação profissional.

3. Competências de avaliação e de autorregulação continuada. Pretende-se validar e fiabilizar a avaliação dos processos de ensino-aprendizagem e dos seus agentes, reafirmando a importância da vertente de autorregulação. Só a aposta em práticas de avaliação sistemáticas e continuadas permite melhorar os processos de ensino e garantir o sucesso e a eficácia das aprendizagens.

A operacionalização das competências que nos propomos adquirir e implementar num espaço de tempo que decorre desta candidatura será, expectavelmente, a génese de outros projetos/candidaturas que consolidem os objetivos aqui vertidos, sempre na perspetiva de afirmar a importância da relação teoria-prática numa escola que se pretende plataforma de concretização de sonhos e expetativas de todos.